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quarta-feira, 23 de junho de 2010

A alarmante lista da Anvisa sobre agrotóxicos nos alimentos


Um estudo supersério da Anvisa, a agência do governo que controla remédios e alimentos, saiu hoje apontando o uso indiscriminado de agrotóxicos em alimentos.

O pimentão e a cebola saíram campeões na lista dos mais perigosos. As substâncias, muitas delas banidas em outros países, foram encontradas em concentrações alarmantes em vários alimentos vendidos em feiras livres e mercados.

Olha um trecho da nota para a imprensa...

"Nesta situação, chama a atenção a grande quantidade de amostras de pepino e pimentão contaminadas com endossulfan, de cebola e cenoura contaminados com acefato e pimentão, tomate, alface e cebola contaminados com metamidofós. Além de serem proibidas em vários países do mundo, essas três substâncias já começaram a ser reavaliadas pela Anvisa e tiveram indicação de banimento do Brasil.De acordo com o diretor da Anvisa, “são ingredientes ativos com elevado grau de toxicidade aguda comprovada e que causam problemas neurológicos, reprodutivos, de desregulação hormonal e até câncer”.

Mais do que comprar alimentos orgânicos e ficar quietos, temos que exigir que não se abuse dessa forma de agrotóxicos, para que toda a população tenha acesso a alimentos seguros. Talvez perguntar para seu feirante de onde os alimentos vêm, e tentar seguir a cadeia produtiva para tentar influenciar quem os fabrica, lá na ponta inicial, a ser mais ecológico e respeitoso das normas...
Leia tudo aqui no site daAnvisa - www.anvisa.gov.br
Imagem-freephoto.com

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Papinha orgânica delivery? Em São Paulo tem


Mães modernas em fúria... descansai tranquilas! Já tem papinha orgânica em Sampa! Minha pequena já passou dessa fase, mas fiquei muito feliz em conhecer esta empresa, que fica em Moema.

Recurso natureba-fofo para ajudar mães apressadas, trabalhadoras incansáveis ou simplesmente mulheres exaustas (hello, todas nós!) , a papinha vem congelada, e pronta para o consumo.


Qualquer mãe de primeira viagem sabe que uma das maiores fontes de ansiedade é a alimentação dos rebentos. Quando são pequeninos, ainda mais. Passada a fase do aleitamento materno, não tem mãe que não trema diante do desafio das primeiras papinhas... Pensar nisso cumprindo expediente então, é uma tortura.

Muita gente acaba recorrendo às marcas industrializadas, mas isso é uma pena, porque é nos primeiros dois anos de vida que a criança aprende a se relacionar com os sabores e com o ato de comer. E aquela multinacional européia que me desculpe, mas eu não confio naqueles potinhos de vidro como uma boa opção alimentar.

Saber que tem papinha delivery, feita somente com ingredientes orgânicos, foi um alívio. Isso significa alimento sem conservantes artificiais, sem agrotóxicos, sem adubos artificiais e sem modificações genéticas na porta de casa. Ueba!

Os produtos são divididos por fase. Começa com papinha de pêra ou mamão para os babies de 4 a 6 meses e depois migra para criações mais ousadas, como a papinha Alê (carne, soja, arroz, agrião e cenoura), ou a papinha Fêfê (frango, feijão carioca, mandioquinha, chuchu e espinafre).

Você pode comprar as refeições do Empório da Papinha na loja das duas moças bacanas que fundaram a empresa: http://www.emporiodapapinha.com.br/.

Ou pode pedir o delivery no telefone - 11-5051-4343. Experimente e me conte!

Imagem: Empório da Papinha

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Por uma vida menos tóxica




Eu sempre fui a menina da bolha. Alérgica a tudo. Pêlo de bicho, ácaro, chocolate, mofo, enfim, tudo aquilo de mais comum que pode irritar o sistema respiratório de uma criança. Essa sensibilidade exacerbada me fez crescer prestando atenção a coisas tóxicas de todo tipo.


Se eu sofro, é porque os níveis de contaminação estão altos. Foi assim para várias casas recém-reformadas para as quais me mudei ao longo da vida. É assim em lojas de shopping center ou lugares novinhos em folha, onde todas aquelas substâncias químicas estão soltas no ar.

Se você se sente cansado ou com dor de cabeça após algumas horas circulando num shopping, talvez você seja do meu time.


Mas tudo isso pra dizer que há um tipo de poluição pouco comentada, mas letal, responsável pelo aumento da incidência de câncer em países desenvolvidos (e mais industrializados, mas tenho certeza que também por aqui). É a "poluição" provocada por substâncias químicas que cercam praticamente todos os produtos que encontramos para comprar nas prateleiras.


Hoje um bebê nasce com 300 contaminantes detectados já no seu cordão umbilical. A isso vão se somar milhares e milhares de substâncias tóxicas, poucas delas reguladas pelas autoridades de saúde. A ligação delas com o câncer tem sido feita em vários estudos. Deixo aqui um link para o artigo de Nicholas D. Kristof do New York Times, que trata amplamente do tema e dá links para as novas pesquisas que estão saindo sobre o assunto.


Pelo momento, as dicas que ele enumera para se ter uma vida menos tóxica são:


* Escolha comidas, brinquedos e produtos para o jardim com menos disruptores endócrinos e outras toxinas especialmente para crianças e mulheres grávidas, mais sobre o tema você encontra nestes sites http://www.cosmeticsdatabase.com/ e http://www.healthystuff.org/

* Quem trabalha com produtos químicos deve tirar a roupa ao chegar em casa e lavá-la separadamente do resto da família.

* Só beba água filtrada.
* Guarde a água em recipientes de vidro ou aço inox, ou em plástico que não contenham BPA (bisfenol) ou substâncias tóxicas com os ftlatos, que tornam o plástico mais flexível (já falaremos mais pra frente isso...)

* Só coloque comida no microondas em recipientes de vidro ou cerâmica (nada de plástico, de novo).

* Dê prefência à comida cultivada sem pesticidas, fertilizantes químicos ou hormônios de crescimento.

* Evite carnes cozidas em demasia.